Domingo, 31 de Agosto de 2008

João Garcia, a caminho dos 14 Picos

Quando faltam apenas três cumes para João Garcia atingir os objectivos do seu projecto de subir as 14 montanhas com mais de 8000 metros, sem o recurso a oxigénio artificial e a carregadores de altitude, coloco aqui um pequeno vídeo de homenagem ao maior alpinista português de todos os tempos.

 

 

 


publicado por rodamarante às 23:16
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

I have a dream

 Há quarenta  e cinco anos anos, Martin Luther King Jr. encabeçou uma Marcha pelos Direitos Cívicos sobre Washington. Nas escadarias do Lincoln Memorial, proferiu um dos seus mais famosos discursos: "I Have a Dream".

Para quem precisar, acompanha o vídeo uma tradução livre do texto original.

 

Eu Tenho um Sonho

 

Eu estou contente em estar convosco no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Há mais de cem anos, um grande Americano, cuja simbólica sombra nos cobre, assinou a Proclamação da Independência. Este decreto foi como um farol de esperança para milhões de escravos negros, tocados pelas chamas da injustiça. Foi como um alegre raiar do dia no final de uma longa noite de cativeiro. Mas cem anos mais tarde temos de encarar o facto de que o Negro ainda não é livre.

Cem anos mais tarde, a vida do Negro ainda está tristemente entrevada pelas amarras da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro vive numa triste ilha de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana e encontra o exílio na sua própria terra.

Por isso viemos aqui hoje para mostrar o dramatismo de uma situação chocante. Num dado sentido, podemos dizer que viemos descontar um cheque à capital da nossa nação. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as maravilhosas palavras da Constituição e da Declaração da Independência, estavam a assinar uma promissória que obriga todo o americano.

Esta promissória era a promessa de que a todos os homens seriam garantidos os direitos inalienáveis da vida, da liberdade e da busca da felicidade. É óbvio que hoje a América falhou no cumprimento dessa promissória no que diz respeito aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar essa obrigação sagrada, a América deu ao povo Negro um cheque sem cobertura, que foi devolvido com a indicação de "não ter fundos suficientes". Mas recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça esteja na bancarrota. Recusamo-nos a acreditar que não há fundos suficientes nos grandes cofres da oportunidade desta nação.

Por isso viemos descontar este cheque - um cheque que nos dará as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este local sagrado para recordar a América da urgência do agora. Não é tempo para aceitar o luxo do esmorecer ou de tomar a droga tranquilizante do gradual. Agora é o tempo de nos erguermos do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é o tempo de abrir as portas da oportunidade a todos os filhos de Deus. Agora é o tempo de libertar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial e alcançar as rochas sólidas de fraternidade.

Seria fatal para a nação ignorar a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este Verão abrasador do descontentamento legítimo do Negro não passará até chegar o Outono revigorante da liberdade e da igualdade. 1963 não é um fim, mas um princípio. Aos que esperam que ao Negro bastasse descomprimir e que agora se irá contentar espera-os um rude acordar, se a nação regressar às tarefas do dia-a-dia. Não haverá descanso ou tranquilidade na América até que ao Negro sejam garantidos os seus direitos de cidadania.

Os turbilhões da revolta continuaram a abalar as fundações da nação até que nasça o dia claro da justiça. Mas há algo que tenho de dizer ao meu povo que está no morno limiar da porta que leva ao palácio da justiça. No processo de alcançarmos o lugar que nos é devido, não podemos ser culpados de actos errados. Não procuremos saciar a nossa sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.

Temos de conduzir sempre a nossa luta no plano elevado da dignidade e da disciplina. Não podemos deixar que a criatividade do nosso protesto degenere em violência física. Uma e outra vez temos de nos levantar às alturas em que a força da alma combate a força física.

Esta maravilhosa nova militância que envolveu a comunidade Negra não nos pode levar à desconfiança de todos os brancos, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como se pode ver pela sua presença aqui, hoje, já se aperceberam de que o seu destino está ligado ao nosso destino e que a sua liberdade está inextricavelmente ligada à nossa liberdade.

Não podemos caminhar sozinhos. E ao caminharmos, temos de fazer o juramento de caminharmos para a frente. Não podemos voltar atrás. Há os que perguntam aos lutadores pelos direitos civis: "Quando é que estarão satisfeitos?", nunca poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com o esforço da caminhada, não possam alojar-se nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não podemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do Negro for ir de um ghetto pequeno para um maior.
Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro do Mississippi não puder votar e um Negro de Nova Iorque acreditar que não tem em quem votar. Não, não estamos satisfeitos, e não estaremos satisfeitos enquanto a justiça não correr como a água e a integridade não correr como um poderoso rio.

Não ignoro que muitos de vós vieram aqui com grandes dificuldades e tribulações. Alguns de vós acabaram de sair de celas estreitas. Alguns de vós vieram de locais onde a vossa busca pela liberdade vos deixou abatidos pelas tempestades das perseguições e arrasados pelos ventos da brutalidade policial. Vós fostes os veteranos do sofrimento criativo. Continuai a trabalhar com a fé de que o sofrimento injusto é redentor.

Voltai para o Mississípi, voltai para o Alabama, voltai para a Geórgia, voltai para o Louisiana, voltai para os ghettos e os pardieiros das nossas cidades do Norte, sabendo que, de algum modo, esta situação pode mudar e mudará. Não entremos no vale do desespero. Digo-vos hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho que tem raízes fundas no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá a verdadeira altura do seu credo: "Cremos que estas verdades são evidentes: todos os homens são iguais".
Eu tenho um sonho que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos donos de escravos se sentarão juntos numa mesa de fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o Estado do Mississípi, um Estado-deserto, queimado pelo calor da injustiça e da opressão, se transformará num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que um dia os meus quatro filhos viverão numa nação onde não serão julgado pela cor da sua pele, mas pela força do seu carácter.
Eu hoje tenho um sonho.
Eu tenho um sonho que um dia, o Estado do Alabama, onde os lábios do governador deixam presentemente pingar as palavras da interposição e da anulação, se transformará numa situação em que os rapazinhos e as raparigas negras poderão dar as mãos a rapazinhos e raparigas brancas, e caminharão juntos como irmãos.
Eu hoje tenho um sonho.
Eu tenho um sonho que um dia cada vale se elevará e cada colina e montanha se aplanará, os locais agrestes serão alisados e os locais tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor se revelará, e todos o verão.
Esta é a nossa esperança.
Esta é a fé com que regressarei ao Sul.
Com esta fé transformaremos a montanha do desespero numa pedra de esperança.
Com esta fé transformaremos o desafinar de uma nação numa bela sinfonia de fraternidade.
Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, erguer-nos pela liberdade juntos, sabendo que um dia seremos livres.

Esse será o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "Meu país, é tua, doce terra da liberdade, eu te canto. Terra onde os meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, que, de cada lado da montanha, ecoe a liberdade". E se a América tiver de ser uma grande nação, isto terá de se tornar verdade. Por isso, que a liberdade ecoe do alto cume das colinas de New Hampshire.
Que a liberdade ecoe das poderosas montanhas de Nova Iorque.
Que a liberdade ecoe das montanhas Alleghenies, da Pensilvânia!
Que a liberdade ecoe das Rockies, as montanhas nevadas do Colorado!
Que a liberdade ecoe dos picos da Califórnia!
Mas não basta: que a liberdade ecoe da Stone Mountain da Geórgia!
Que a liberdade ecoe da Lookout Mountain, do Tennessee!
Que a liberdade ecoe de cada colina e cada elevação do Mississípi.
Que, de cada lado da montanha, ecoe a liberdade.

Quando deixamos ecoar a liberdade, quando a deixamos ecoar de cada vila e de cada aldeia, de cada Estado e de cada cidade, apressamos o dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, darão as mãos e cantarão o antigo espiritual negro: "Finalmente livres! Finalmente livres! Obrigado, Deus Todo Poderoso, somos finalmente livres!".

 

(Martin Luther King, Discurso proferido nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington D.C., a 28 de Agosto de 1963)

sinto-me: com mais Fé na Humanidade
música: "We Shall Overcome" (Joan Baez)

publicado por rodamarante às 00:00
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pedra na Lua

Antes da partida para os Jogos de Beijing, Nelson Évora comparava a sua preparação a sucessivas tentativas de atirar pedras para a Lua, até que, um dia, uma das pedras cai mesmo na Lua.

A imagem era poética, mas muito bela. Já festejámos a queda da pedra na Lua. Foi a vitória da vontade, da humildade, do trabalho e, acima de tudo, do conhecimento consciente, do sentido da realidade, da capacidade de saber sonhar com os pés bem assentes na terra (desculpem, neste caso, esta aparente contradição...).

Num meio onde é ténue a fronteira entre bestial e besta, Nelson Évora deu o exemplo do Atleta Olímpico na sua mais pura acepção. Coubertin não desdenharia entregar-lhe a Medalha de Ouro.

 


publicado por rodamarante às 13:15
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

Saudades de Angola

 

Foi em 1967. Estudava no Liceu Nacional de Santarém. Ganhei uma Viagem de Estudo a Angola, patrocinada pela Mocidade Portuguesa. Era uma daquelas acções em que se pretendia criar nos jovens uma maior consciencialização, do ponto de vista do regime, do problema colonial.

Mas algo falhou, porque, ao enviar-nos nessa visita, permitiu-nos que contactássemos livremente a realidade local apesar do acompanhamento permanente de um dirigente.

Regressámos mais esclarecidos e, acima de tudo, completamente enfeitiçados pela terra de Alda Lara, cuja poesia contactámos pela primeira vez.

Dessa viagem ficaram muitas imagens, cheiros e sons, que, 41 anos depois, recordo com saudades, neste pequeno vídeo.

 

 

música: "Nocturno" (Duo Ouro Negro)

publicado por rodamarante às 20:19
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Obrigado NELSON ÉVORA!

sinto-me: Tuga vaidoso

publicado por rodamarante às 23:04
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A outra Nazaré

 

Porque a vemos sempre lá ao alto, na maioria das vezes não nos passa pela cabeça lá ir. Desta, decidimos ir ao Sítio da Nazaré. Chegámos ao fim de tarde, vindos de Pedrógão, onde almoçámos num restaurante junto da praia, depois de passarmos por São Pedro de Moel. Fizemos a volta dos turistas: visitámos a Igreja Matriz, a Ermida da Memória, percorremos lentamente as lojas e lojinhas (este ano vendem umas capas de lã a 20 euros, muito bonitas e quentes para o Inverno...) e fomos até ao Farol. Tirámos fotografias. Acabámos num restaurante à beira da falésia e jantámos à vista da Nazaré e da sua praia com o mar a perder-se no infinito. Comemos peixe fresco grelhado com uma garrafinha de Quinta da Aveleda. Como sobremesa, degustámos um deslumbrante pôr-do-sol.

sinto-me: (continuo...) bronzeado

publicado por rodamarante às 11:57
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

É Verão

 

Com o fim das férias na praia, ficam as imagens.

Em jeito de banda sonora, recuperei uma musiquinha do Duo Ouro Negro dos anos 60, com o balanço das ondas e o cheiro da maresia.

 

 

sinto-me: Bronzeado...
música: "É Verão" (Dua Ouro Negro)

publicado por rodamarante às 00:58
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Beijing 2008: Medalhas e desculpas

 

Com os Jogos a mais de meio, vem o Presidente do Comité Olímpico Português "pedir" mais brio, profissionalismo e contenção nas palavras aos atletas portugueses. Isto, a propósito de declarações e desculpas esfarrapadas de alguns dos nossos representantes após terem falhado os objectivos propostos ou defraudado as expectativas criadas.

Acordou agora o COP porque algumas intervenções prestadas junto dos media já raiavam o escândalo. Só peca por tardia.

Já há doze anos nos Jogos de Atlanta 96, quando Paulo Guerra desistiu na prova de 10 mil metros no Atletismo dizendo que " ... não era parvo para andar às voltinhas na pista..." que o COP devia ter tomado uma posição. Há quatro anos, em Atenas 2004, após uma qualificação fulgurante, assistimos à hecatombe da equipa olímpica de futebol, só com derrotas. E pior que isso, a atitude displicente com que a nossa selecção encarou cada adversária. Parecia que os meninos eram intocáveis. Na altura, o COP também não teve uma palavra sobre o facto.

Este ano, foi o chorrilho de desculpas dos judocas eliminados culminando com a história da "caminha" do lançador de peso, que pode ser muito simpático, mas em última análise, mesmo com mínimos e direito próprio de lá estarem, quem lhes paga somos nós.

Por tudo isto, custa muito ouvir Obikwelo pedir humildemente desculpas por ter desiludido o Povo Português e não ter rentabilizado com uma medalha o dinheiro investido nele, quando, apesar da prata de há quatro anos, nem era suposto ser medalhável este ano dada a qualidade da concorrência.

Custa muito ver o ar de choro de Vanessa Fernandes no pódio, quando devíamos ver alegria e orgulho pelo 2º lugar alcançado. Não é razoável nem justo carregar sobre os ombros a obrigação de fazer tudo o que os outros não foram capazes de fazer. Mais do que o desconforto de participar sem colegas na prova, terá sido, quanto a mim, a grande pressão para que não falhasse o lugar cimeiro.

Os Jogos continuam. Não foram esgotadas ainda as participações portuguesas. Mais do que medalhas, devíamos aspirar a participações dignas, nas vitórias e nas derrotas.


publicado por rodamarante às 12:40
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Sábado, 16 de Agosto de 2008

Elvis Presley, "Mary in the Morning"

Recordemos hoje o "Rei", numa das suas mais inspiradas criações.

 

 


publicado por rodamarante às 00:00
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

A Ilha do Pessegueiro

 

Para quem a procura pela primeira vez, a melhor altura do dia é de manhã, acedendo através da Estrada da Ilha, vindo do Parque de Campismo.

Após uma lomba, a Ilha surge com todo o seu esplendor, iluminada até aos mais ínfimos pormenores, pelo sol que está nas nossas costas. Uma imagem nítida, onde dominam os verdes e os castanhos que o pessegueiro que lhe deu o nome há muito que feneceu.

A sua forma curiosa, que lembra vagamente um cetáceo, é dominada ao alto pelas ruínas muito degradadas de um forte que, segundo apurei, ainda era utilizado no início do século XX, salvo erro, pela Guarda Fiscal.

Um olhar mais atento, revela a existência de estruturas arqueológicas relativamente bem conservadas: tanques de salga de peixe, do período da dominação romana.

De tarde, com o sol por detrás, a Ilha em contra-luz adquire auras de mistério, qual Avalon a surgir das brumas. Os contornos, antes tão precisos, perdem definição e tormam-se trémulos sob o efeito da reverberação do calor nas areias. Se o mar estiver calmo, envoltas pela neblina de fim do dia, as gaivotas enchem o ambiente de gritos, como que a invocarem o regresso de Artur, de Excalibur empunhado, em demanda da sua Guinevere.

E se o vento não soprar, vale a pena ficar em silêncio no areal, cada vez mais vazio de humanos mas pleno de sons e de cheiros, numa experiência única, vivida entre o limiar da fantasia e do místico.

música: "Gaivota dos Alteirinhos" (Jorge Palma)

publicado por rodamarante às 15:18
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